Campanha de Carnaval alerta para crescimento de HIV e sífilis entre jovens


Professor de Medicina da São Judas destaca consumo de álcool e de outras drogas como facilitador de relação sem proteção

O Carnaval está chegando e, com ele, é preciso alertar para a proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis, que estão crescendo entre os jovens. Segundo dados do último boletim epidemiológico, a maioria dos casos de infecção pelo HIV no País é registrada na faixa de 20 a 34 anos (52,7%).

Para o médico infectologista Marcos Caseiro, professor da Universidade de Medicina da São Judas, em Cubatão, o que mais assusta é que 70% dos novos infectados têm nível superior ou médio completo. “Ou seja, não é um público desprovido de informação”.

O especialista completa que o uso de drogas lícitas e ilícitas está relacionado às novas infecções. “A euforia das drogas subdimensiona o risco e leva a relações sexuais sem proteção”.

O Ministério da Saúde vai distribuir 128 milhões de camisinhas (masculinas e femininas) para as unidades de saúde dos municípios brasileiros. Mas, além do acesso ao preservativo, é preciso a conscientização de que se proteger em todas as relações sexuais é a única garantia de preservar a saúde e evitar o contágio de doenças como HIV/Aids.

A mídia, na opinião de Caseiro, também vem falando menos sobre o assunto. “A prevenção deve ser um tema recorrente, não pode ser esquecido”.

1 milhão de novas infecções

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias ocorrem 1 milhão de novas infecções. Doenças antigas, que remontam à Idade Média, como a sífilis, ainda hoje podem ser consideradas uma epidemia. “A disseminação da sífilis é um fenômeno mundial e alarmante, que significa que as pessoas não estão se protegendo”, alerta Caseiro.

O preservativo é o meio de prevenção mais eficaz no controle de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre a população sexualmente ativa, como o HIV - que não tem cura -, sífilis, gonorreia e clamídia.

As infecções transmitidas por relação sexual são causadas por mais de 30 vírus e bactérias através do contato, sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada.

Infecções sexualmente transmissíveis

As ISTs geralmente causam lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para a pessoa adquirir o HIV. Sem contar que as IST, como sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo, podem causar morte, malformações de feto, aborto, dentre outras complicações. As infecções sexualmente transmissíveis também têm impacto direto na saúde reprodutiva e infantil, pois podem provocar infertilidade e complicações na gravidez e parto, além de causar morte fetal e agravos à saúde da criança.

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