O exercício da mudança


Por Oscar D’Ambrosio*

Um dos maiores desafios do ser humano é mudar. Não se trata apenas de sair da zona de conforto, mas de começar a entender o mundo de uma maneira diferente, em que os valores do passado podem ter valor de aprendizado, mas precisam ser superados. E isso pode acontecer das mais diversas maneiras, pois mudar é chance de melhorar.

Quando se pensa em alterar o modo de pensar, o drama é maior ainda, porque mudanças culturais implicam em transformar paradigmas de conhecimento às vezes estabelecidos há anos ou mesmo décadas. Ver a realidade de outro jeito implica em ter a capacidade de sonhar em todo tipo de ocasião.

Perder a sensibilidade de ver a realidade de outro jeito leva à estagnação. E nada pode ser pior na sociedade contemporânea. É necessário, para o bem e para o mal, estar atento ao mesmo tempo acompanhando tanto as generalidades como as especificidades para não ter medo de mudar, mas sem perder de vista elementos positivos do passado.

Mudar é matar o velho e ver nascer o novo. Mas o velho não desaparece por completo. Deixa cicatrizes que podem - e devem - ser reinterpretadas de acordo com a lembrança e a necessidade. O exercício é complexo e envolve muita boa vontade e desejo de acertar sempre, mesmo quando, para alguns, tudo pareça que vai dar errado.

*Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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