Roer unhas: hábito aumenta o risco de contágio com coronavírus


Levar a mão à boca facilita o contágio com microrganismos, principalmente porque a parte de baixo das unhas é uma área de difícil acesso e higienização

É definitivamente um péssimo costume tocar o rosto - especialmente sua boca, nariz e olhos - e estamos percebendo agora, com a pandemia do Novo Coronavíris, o quanto isso pode ser perigoso. Mas ainda há um hábito pior: roer as unhas.

“Quando isso acontece, você está transferindo todos esses germes presentes naquele local. E você pode ficar doente. Temos que levar em consideração que a parte de baixo das unhas é uma área de difícil acesso e higienização, o que faz com que elas acumulem grande sujidade e se tornem um ambiente propício para a proliferação e sobrevivência de microrganismos transmissores de patologias, como o Coronavírus”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Os germes que entram na boca representam uma das maneiras mais fáceis de contrair qualquer infecção. “Existem muitas infecções nessa época do ano, de bacterianas a virais e gripais. Mas, além disso, como agora temos o Novo Coronavírus, há ainda mais motivos para não roer as unhas”, acrescenta.

Infelizmente, não há solução mágica para muitas pessoas quando se trata de parar de roer as unhas, mas existem alguns passos que você pode seguir para tentar abandonar o hábito.

"A primeira coisa a fazer é tentar descobrir quais são seus gatilhos. Algumas pessoas roem as unhas quando estão entediadas, outras quando estão estressadas”, diz a Dra. Paola. "Se o estresse for o seu caso, exercícios de relaxamento ou atenção plena podem ser ideais para você. Há até aplicativos para isso, como Headspace, Calm e MindTools, que ajudam a controlar o estresse e melhorar a saúde mental”, afirma.

Mas podemos ter cuidados mais diretos com as unhas, para evitar o hábito de levá-las à boca. A recomendação mais adequada é que você corte as suas unhas com frequência, de preferência a cada três dias, para impedir o acúmulo de impurezas, vírus, fungos e bactérias.

“O hábito de roer as unhas também abre machucados que servem de porta de entrada para vírus, bactérias e fungos. Por isso, o ideal é manter as unhas sempre aparadas, o que ajuda até mesmo a parar com o vício de roer as unhas”, diz a Dra. Paola.

Caso você opte por manter as unhas longas, é importante redobrar os cuidados com a higienização. “Na hora de lavar as mãos, não se esqueça de passar água e sabão também nas unhas, escovando-as para garantir que as impurezas e microrganismos sejam removidos por completo”, destaca a dermatologista.

Além dos cuidados de higiene, é importante também que você não retire a cutícula da unha. “Essa prática facilita a entrada de microrganismos que causam infecções. Então, caso as cutículas te incomodem, o ideal é utilizar produtos que proporcionem hidratação e emoliência para manter as cutículas bonitas sem precisar retirá-las”, sugere a Dra. Paola.

Outro cuidado fundamental nesse período é remover os esmaltes após um curto tempo de uso. “Conforme o esmalte descasca, formam-se elevações propícias para que os microrganismos se alojem e se proliferem, facilitando sua transmissão”, afirma a especialista.

Por fim, na hora de fazer as unhas, a Dra. Paola Pomerentzeff ressalta que você deve se lembrar das recomendações do Ministério da Saúde sobre não compartilhar utensílios pessoais e utilizar suas próprias ferramentas para cuidados com as unhas, como esmaltes e alicates.

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