Alunos de Medicina atuam como voluntários na linha de frente do atendimento aos pacientes com Covid-19 em Cubatão (SP)

Foto - Divulgação

Estudantes estão inscritos em programa do Ministério da Saúde em parceria com a prefeitura e a Universidade São Judas

Sessenta alunos do 1º e do 2º ano da Faculdade de Medicina da São Judas, em Cubatão (SP), estão dando exemplo de compromisso com a profissão que escolheram ao atuarem como voluntários no pronto-socorro e no hospital municipal da cidade, durante a pandemia da Covid-19.

Eles se inscreveram no programa criado pelo Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras e as universidades do País, para o combate à pandemia, e atuam de forma voluntária em várias frentes, fora do horário das aulas da faculdade, que seguem virtualmente. Além disso, os alunos participantes do programa de voluntariado receberão certificado ao final da experiência.

“Os alunos se inseriram voluntariamente na linha de frente. Ajudam a cuidar dos doentes com Covid, no pronto-atendimento e nas alas não-Covid. Fazem controle de sinais vitais, o cuidado com os pacientes, levam e buscam exames, ajudam no preenchimento de fichas de notificação. Todo mundo se beneficia com esse reforço. Além de contribuir como cidadãos, os alunos têm um grande aprendizado”, destaca o infectologista e professor da Faculdade de Medicina, Evaldo Stanislau.

O especialista diz ainda que esse reforço é fundamental, já que vários profissionais da Saúde estão se contaminando, o que os tira de suas funções por pelo menos 14 dias. “Com a grande demanda que temos, seria impossível gerenciar tudo isso, sem essa ajuda dos alunos”.

Para os universitários, que recebem todos os equipamentos de segurança e suporte para trabalhar, a experiência está sendo para lá de valiosa. Para Natacha Lazaroto, fora o conhecimento, ela tem a grata sensação de ajudar o próximo, de ser útil durante a pandemia. “É o momento de ter consciência de ajudar ou ficando em casa ou fazendo a sua parte”.

Para a estudante Luciana Schmidit, é um aprendizado para ver a Medicina como um todo neste momento, além de ajudar as pessoas. “Conversamos com o paciente isolado, que está longe da família, damos um apoio psicológico, um carinho, que faz a diferença para ele. Acompanhamos os médicos e vemos na prática o que estamos aprendendo na faculdade”.

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