Dia do Abraço: pacientes hospitalizados no HCor recebem visitas virtuais de familiares

Imagem meramente ilustrativa. Arquivo Portal Primus FM

Hoje, dia 22 de maio, Dia do Abraço, carinho virtual ajuda a diminuir a distância e minimizar a saudade de casa

Pacientes hospitalizados no HCor, na zona sul da capital paulista, passaram a contar com um novo tipo de estratégia para “receber” visitas e aplacar a saudade, durante o período de internação e, por consequência do diagnóstico positivo de Covid-19, o isolamento físico. O programa de televisitas da instituição conecta familiares, amigos e até animais de estimação, diminuindo a distância entre quem está internado e o ambiente familiar.

A iniciativa foi implantada em todos os setores de internação do hospital, de forma permanente, incluindo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com dia e horários marcados, os pacientes podem conversar e até receber abraços virtuais por meio de videoconferências.

Segundo Silvia Cury Ismael, gerente do serviço de Psicologia do HCor, a ação tem grande importância tanto emocionalmente, quanto no quadro clínico do paciente. “É importante ver que sua família está ali, ainda muito perto, e sentir carinho. Além disso, a televisita permite conversas com pessoas queridas, situação que pode impactar de maneira positiva o tratamento do paciente, pois o motiva a lutar pela vida”, explica.

A equipe de psicologia do hospital também oferece suporte e acompanhamento remoto para os familiares de pacientes internados, que precisam lidar com a ansiedade e as emoções ligadas ao distanciamento social, além do próprio diagnóstico do parente próximo.

“A psicologia do hospital monitora os familiares, ligando ou mesmo recebendo ligações diárias deles. Quando percebemos que um familiar não está bem, ele é acompanhado de perto”, destaca.

Segundo a especialista, as televisitas surgiram como uma motivação para pacientes, familiares e, inclusive, a equipe multidisciplinar, que atua na linha de frente na assistência. “A ferramenta é muito útil para a retomada do contato, permitindo que a família acompanhe o tratamento do paciente, mesmo sem estar presente fisicamente. Já a equipe consegue sentir as mudanças no humor e oferecer mais conforto a quem está recebendo os cuidados no hospital”, explica.

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