Pandemia e internet: saiba como ensinar crianças a navegar com segurança

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Crianças e adolescentes são o maior público conectado no País e também o que mais cresce. Diálogo aberto é a melhor forma de garantir segurança no mundo virtual

A pandemia pela qual o mundo passa neste momento mudou drasticamente a acessibilidade e a forma de navegação na internet e em aparelhos eletrônicos por parte de crianças e adolescentes. O que antes inspirava cautela, acabou se tornando praticamente o único meio de estudo e de contato para muitas famílias devido ao isolamento social necessário para conter a contaminação pela Covid-19. E aí surgem novos cenários que envolvem questionamentos como a segurança na hora de navegar e interagir nas redes sociais.

Para a analista de Tecnologia Educacional do Colégio Marista Santa Maria, de Curitiba (PR), Janete Ranciaro, assim como o mundo real, o universo digital oferece muita informação e aprendizagens, mas também perigos e riscos que podem ser evitados por meio de comportamentos seguros. “A informação é um bem extremamente precioso e quanto mais diálogo e comunicação houver, mais os jovens podem aprender a navegar de maneira segura”, explica.

O cuidado é necessário também quando o assunto é a maturidade do público, já que no Brasil e no mundo, crianças e adolescentes com idade entre 09 e 17 anos são os usuários mais frequentes. De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil são cerca de 24,3 milhões de pessoas conectadas nessa faixa etária.

O que é segurança na internet?

A segurança na internet diz respeito tanto ao equipamento como à integridade do usuário, comenta a especialista. Ela cita que sites e arquivos de fontes não conhecidas podem conter vírus que danificam o computador ou celular e colocam em risco informações importantes e pessoais, como o endereço de casa, por exemplo. A orientação é sempre ter um bom antivírus instalado e verificar a procedência de links e aplicativos para não cair em armadilhas.

“Ter atenção e não se deixar levar por mensagens chamativas e atrativas como ‘você ganhou...’, ou ‘clique antes que acabe...’ pode prevenir dores de cabeça. Antes de baixar aplicativos, é válido ler os comentários, pois a avaliação de outras pessoas pode ajudar a evitar problemas”, analisa Janete.

Outra questão ainda mais importante é a segurança do usuário da internet, que pode estar exposto em redes sociais ou em portais que oferecem conteúdo não moderado para as faixas etárias. Janete acredita que a orientação dos pais e professores é sempre o melhor caminho para preparar crianças e jovens. “Estamos cada vez mais conectados, então preparar as crianças com informações é sempre o melhor caminho. Ter diálogo aberto e transparente previne a ação de pessoas mal-intencionadas”.

Confira algumas dicas para navegar com segurança na internet:
  • É importante que os pequenos tenham acompanhamento dos pais ao usar tablet ou celular. Apesar de não utilizarem redes sociais, frequentemente fazem uso de jogos e aplicativos.
  • Em chats, a orientação é não conversar com pessoas desconhecidas e sempre contar com a supervisão de adultos. A chance da exposição a perfis falsos e mal-intencionados é grande.
  • Não compartilhar fotos, número de telefone, informações pessoais ou da família e clicar em links vindos de usuários desconhecidos.
  • Vale lembrar que o que é escrito no mundo digital sempre deixa uma marca e por mais que seja apagado, pode ter sido registrado de alguma forma. Além da implicação legal de uma possível ofensa, praticar o bullying pode acarretar em profundas marcas psicológicas e emocionais.
  • Adolescentes devem ter perfis fechados nas redes sociais, para que possam controlar o acesso de outros usuários aos conteúdos postados.

Com relação ao tempo de navegação, existem alternativas tanto para Android como para iOs para que o mundo virtual não supere o real. Confira alguns aplicativos que alertam sobre o uso excessivo de smartphones:

Unlock Clock - um contador que mostra quantas vezes o usuário desbloqueou o telefone no dia. Saiba mais aqui.

Post Box - reúne um conjunto de notificações importantes para serem enviadas em um mesmo horário, evitando que o celular receba avisos o tempo inteiro. Saiba mais aqui.

We Flip - simula um jogo em que “perde” quem foi o primeiro a checar o celular quando o grupo de amigos se reúne. Basta que todos liguem o app. Saiba mais aqui.

Morph - permite que a tela inicial do celular mude de acordo com o período do dia, mostrando somente apps que não tirem a atenção do trabalho ou estudos, por exemplo. Saiba mais aqui.

Desert Island - propõe o uso do celular de forma controlada, personalizando o que é visualizado ou então concordando com o padrão oferecido pelo próprio app. Saiba mais aqui.

Paper Phone - pode parecer estranho, mas se trata de uma tela de celular que pode ser impressa e posicionada sobre o aparelho. A proposta é mostrar que o conteúdo digital às vezes não é tão importante assim. Saiba mais aqui.

Tempo de uso - disponibilizado para iOS, esse recurso do próprio aparelho permite limitar o tempo em aplicativos, sendo possível controlar limites diários para determinadas categorias e apps específicos.

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