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Verão: entenda como alguns fotoprotetores garantem 12 horas de proteção solar


Ao contrário dos fotoprotetores convencionais, que precisam ser reaplicados a cada duas horas devido a degradação dos ativos causada pela exposição solar, alguns produtos no mercado já contam com uma tecnologia capaz de proteger a pele durante o dia inteiro com apenas uma aplicação

O sol é o principal agressor da pele, causando inflamação, aumentando o risco de câncer de pele e acelerando o envelhecimento, com consequente aparecimento de manchas, rugas, linhas de expressão e flacidez. E a forma mais eficaz de combater todas essas alterações é pelo uso diário de fotoprotetor.

O hábito pode até parecer simples, mas muitas pessoas cometem alguns erros na hora de realizá-lo, sendo o principal deles a falta de reaplicação do produto, que é indispensável, já que a grande maioria dos fotoprotetores presentes no mercado perdem gradualmente a eficácia após certo tempo de exposição ao sol.

“Isso porque os filtros solares, ingredientes que compõe os fotoprotetores e são responsáveis pela proteção contra a radiação ultravioleta, são destruídos quando expostos ao sol. Vale destacar, por exemplo, a Avobenzona, que, apesar de ser um dos filtros solares contra radiação UVA mais utilizado, apresenta uma degradação significativa quando exposto à radiação UV, assim perdendo sua efetividade em até 90% após uma hora de exposição solar”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, pesquisador, Consultor em Cosmetologia, autor do livro “Tratado de Fotoproteção” e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy.

“Como se não bastasse, a Avobenzona, ao ser degradada, ainda forma uma molécula tóxica capaz de destruir outros filtros solares presentes no produto, como aqueles que protegem contra a radiação UVB e Infravermelha, fazendo com que a reaplicação do fotoprotetor seja necessária”, explica.

Mas a boa notícia é que, graças a evolução das pesquisas e tecnologias na área da cosmetologia, já é possível encontrar no mercado fotoprotetores formulados com filtro solares que são capazes de proteger a pele por até 12 horas sem a necessidade de reaplicação.

Segundo o especialista, isso é possível porque hoje existem filtros solares fotoestáveis, isto é, que absorvem a radiação solar por muito mais tempo sem sofrerem degradação. “Por exemplo, um novo sistema de fotoproteção é a Tecnologia Solent®, que, ao invés de utilizar a Avobenzona, combina de forma balanceada e sinérgica uma série de filtros solares seguros e extremamente estáveis, sendo assim capazes de oferecer uma barreira protetora que confere alta absorção solar por 12 horas mesmo sob o sol forte, não havendo necessidade de reaplicar o fotoprotetor durante esse período”, destaca.

“Dessa forma, os produtos que contam com essa nova tecnologia são capazes de promover amplo espectro de proteção contra as radiações UVA e UVB para reduzir o risco de câncer de pele, inibir a formação de marcadores pró-inflamatórios e radicais livres e prevenir o fotoenvelhecimento precoce, incluindo o surgimento de rugas, manchas e flacidez”, completa.

Mas é importante reforçar que mesmo os fotoprotetores que oferecem 12 horas proteção solar necessitam de reaplicação após o contato com água, assim como qualquer protetor solar, salvo quando o produto traz discriminado em seu rótulo que é resistente à água, durando, nesse casos, cerca de 90 minutos sem precisar ser reaplicado.

“Já após a atividade física não é necessária a reaplicação, visto que, ao contrário do que muitos pensam, estudos mostram que a sudorese não é capaz de remover ou diminuir a eficácia do fotoprotetor”, afirma o farmacêutico.

Vale ressaltar também que são poucos os produtos no mercado que já possuem a Tecnologia Solent® e oferecem proteção solar por 12 horas sem necessidade de reaplicação. Logo, é importante ficar atento ao rótulo, composição e modo de uso para verificar se o fotoprotetor necessita de reaplicação.

“Por exemplo, produtos formulados apenas com filtros solares físicos tendem a possuir uma durabilidade maior, pois não geram a reação em cadeia que causa a degradação dos ativos responsáveis pela proteção solar. Já os fotoprotetores que contêm filtros químicos, em especial a Avobenzona, perdem a eficácia muito mais rapidamente e necessitam de uma aplicação mais frequente. Então, fique atento à composição do produto. Geralmente, a Avobenzona aparece na lista de ingredientes com o nome Butyl Methoxydibenzoylmethane”, diz o pesquisador.

E a necessidade de reaplicação independe do FPS do produto ou do fato de possuir ou não cor. “O FPS, ou fator de proteção solar, está relacionado à potência do fotoprotetor e não a sua durabilidade. Já produtos com cor até são capazes de oferecer uma proteção adicional contra a luz visível, pois formam uma barreira física sobre a pele, mas não interferem na duração ou potência da proteção contra os outros tipos de radiação”, afirma Maurizio Pupo.

O que pode interferir no tempo de reaplicação é o índice ultravioleta. Quanto maiores os níveis de radiação solar, mais rápida é a destruição dos filtros solares presentes no produto. O problema é que esse é um fator de difícil avaliação para o consumidor.

“Então, salvo em casos em que o produto indica no rótulo que possui a Tecnologia Solent® ou que oferece 12 horas de proteção solar sem a necessidade de reaplicação, o ideal é seguir a regra de reaplicar o fotoprotetor a cada duas horas em ambientes fechados e a cada uma hora em ambientes externos”, finaliza o especialista.

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