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Comunicação digital: como garantir resultados nos canais de vendas


Especialista ressalta que presença sem estratégias, é esforço sem resultados

Não é mais novidade. A comunicação digital é e será para sempre a chave dos novos negócios. Se o “boca a boca” endossa o poder de um produto ou serviço, hoje o compartilhamento expande a audiência para um mercado sem fronteiras. Mas, ainda que adaptações sejam necessárias, alguns princípios se mantêm e devem ser atendidos para que o sucesso de vendas não seja só mais um fenômeno passageiro da internet.

Muito além da criação de páginas para se fazer presente na web, posts “moderninhos” nas redes sociais e divulgação excessiva de ofertas nos canais online, o marketing digital depende de estratégias para gerar resultados, e isso significa também prezar pelo posicionamento da marca, a qualidade de seu conteúdo e a identificação com o seu público.

“É fato que a internet é um espaço definitivamente democrático, contudo, justamente por ser assim, ocupa os maiores espaços quem usa as melhores estratégias”, afirma Elizangela Grigoletti, especialista em negócios digitais e CEO da AIs Comunicação e Estratégia.

Concorrência

A grande estrela das vendas digitais é o e-commerce, que no Brasil vinha evoluindo gradativamente e, eis que em 2020, recebeu um grande acelerador. A pandemia da Covid-19, que sacudiu o rumo do comércio digital e, sem dúvidas, criou um novo marco na relação fornecedor versus consumidor. De repente, os pequenos comércios viram novas possibilidades em um novo ambiente. Já os grandes, sentiram a necessidade de evoluir e se reinventar. Enquanto portas se fecharam, olhos se abriram, num cenário paradoxal provocado pelo aumento da concorrência.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 150.000 novas lojas online foram criadas no primeiro quadrimestre da pandemia no País (março a julho). Uma pesquisa realizada pela Ebit/Nielsen, em parceria com a Elo, mostra um aumento de 47% nas vendas online nos primeiros seis meses de 2020, o que somou 38,8 bilhões de reais. Foram realizados 90,8 milhões de pedidos online entre janeiro e junho de 2020 e,só nesse período, o comércio digital conquistou 7,3 milhões de brasileiros que fizeram a sua primeira compra virtual, elevando a 41 milhões o número de usuários ativos no e-commerce.

A facilidade e a comodidade de comprar online, com maior oferta de produtos, ampla disponibilidade de fornecedores e, ainda, preços mais competitivos, é o que atrai o consumidor à internet. De qualquer forma, para Elizangela Grigoletti, não são esses fatores que fidelizam o cliente.

“Essas são características de todas as lojas virtuais. O que nós precisamos saber é como manter esse cliente, como obter destaque e atenção do consumidor em meio a tantas opções, garantindo não somente um fluxo de caixa saudável, mas uma audiência que influencie outros consumidores”, destaca a especialista.

Elizangela Grigoletti CEO AIs Comunicação e Estratégia> Foto - Divulgação

Valor, propósito e confiança

As três vertentes do marketing digital devem ser priorizadas. “O vendedor precisa entender que a precificação do produto não é o que define a finalização da compra. O consumidor hoje está muito mais criterioso”, diz a especialista. “Não podemos mais oferecer um produto apenas, temos que entregar uma solução e, se possível, fazê-lo vivenciar uma experiência”, completa.

E é isso que faz do e-commerce um grande desafio, seja para as micro e pequenas empresas, ou para as médias e grandes, já mais experientes. Transformar os modelos de negócios não basta, é preciso promover novas possibilidades. Os marketplaces estão no mercado para nos lembrar disso todos os dias. Por isso, investir na imagem, no posicionamento e nos valores da empresa é essencial.

“2020 foi um grande estágio para todos. Agora, em 2021, precisamos colocar em prática o que aprendemos com as dificuldades do último ano e transformá-las em oportunidades. A fase de “testar” acabou e, “comprar por impulso” já não é uma realidade tão factível, mudando as regras tanto para quem compra quanto para quem vende. Agora, é preciso ‘ter visão amplificada’ para garantir resultados. O comércio eletrônico sem uma boa estratégia de marketing digital tende a ser apenas um navio à deriva, no imenso mar de possibilidades da internet”, finaliza Elizangela Grigoletti, da Ais Comunicação e Estratégia.

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