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5 vitaminas e nutrientes que atuam na prevenção da perda de cabelo


Se seu cabelo está ralo, é provável que não esteja recebendo o suficiente dessas vitaminas e nutrientes importantes

Primeiro vamos a uma verdade absoluta: não adianta passar mel, óleo de coco, abacate, ovo, aveia, banana, mamão e abóbora nos cabelos se a sua alimentação não é boa. “O excesso de açúcar na dieta, que geralmente vem acompanhado de uma ingestão reduzida em proteínas, vitaminas, minerais e antioxidantes (condicionais para manter a saúde do organismo como um todo e ainda sobrar para o adequado aporte à pele, cabelo e unhas), pode comprometer a saúde dos folículos capilares aumentando a possibilidade de eflúvio (queda intensa dos cabelos). Muito açúcar circulando é um dos fatores que propicia um desequilíbrio da microbiota e aumenta o perfil inflamatório do organismo como um todo”, diz a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

“Sim, uma má alimentação e carências nutricionais podem afetar a saúde capilar, causando até mesmo queda. Como o cabelo não é um órgão ou tecido vital, seu corpo nunca priorizará suas necessidades nutricionais. Portanto, devido à natureza descartável do cabelo, um desequilíbrio nutricional geralmente afeta primeiro o cabelo, causando fraqueza e queda. Nesses casos, é recomendado o uso de suplementos e vitaminas sempre com orientação médica”, explica a dermatologista Dra. Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Dietas restritivas ou alimentação nutricionalmente pobre fazem o organismo digerir a energia apenas para funções essenciais de funcionamento do corpo, deixando de lado a nutrição e oxigenação de tecidos como cabelo e pele. Por esse motivo, um dos principais sintomas físicos de uma alimentação deficitária é a queda de cabelos. Com relação à nutrição, anemia ferropriva e deficiência de zinco, Vitamina B12 e Vitamina D podem também ser causas de Eflúvio Telógeno”, explica o dermatologista Dr. Daniel Cassiano, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Abaixo, a dermatologista Dra. Patrícia Mafra explica mais sobre 5 melhores vitaminas para a prevenção da saúde capilar:

Biotina

A biotina (vitamina B7) é importante para as células dentro do corpo. “Níveis baixos podem causar perda de cabelo, erupções cutâneas e unhas quebradiças. Seus níveis podem estar mais baixos se você estiver grávida ou amamentando, tomar certos antibióticos ou medicamentos para epilepsia. A maioria das pessoas obtém biotina suficiente em sua dieta. Na maioria das vezes, não há necessidade de suplementação. A biotina pode ser encontrada nas gemas de ovo e nos grãos inteiros”, explica a dermatologista.

“No entanto, muitos pacientes tomam altas doses de suplementos de biotina, em um esforço para tentar ajudar com a perda de cabelo. Não há fortes evidências de que a ingestão de altas doses tenha algum impacto no crescimento dos cabelos, principalmente se o paciente não tiver deficiência desse nutriente”, afirma a Dra. Patrícia.

Ferro

Os glóbulos vermelhos precisam de ferro para transportar oxigênio. Níveis baixos podem causar anemia por deficiência de ferro. “Os sintomas incluem fadiga, pele pálida e perda de cabelo. Pacientes que correm mais risco de ter baixo teor de ferro são mulheres que têm menstruações abundantes, pessoas com doenças crônicas, além de pacientes veganos ou vegetarianos, com dieta desequilibrada”, explica a Dra. Patrícia. Alguns alimentos que são naturalmente ricos em ferro incluem: carne vermelha, folhas verdes (espinafre) e leguminosas (feijão).

Vitamina C

A carência de vitamina C está relacionada à queda capilar, justamente porque essa vitamina é essencial para o seu intestino absorver o ferro. Algumas boas fontes são: frutas cítricas (laranja, limão e kiwi), folhas verdes e pimentões. “Comer seus alimentos que contêm ferro ao mesmo tempo que um alimento que contém vitamina C o ajudará a absorver melhor o ferro desse alimento”, diz a Dra. Patrícia.

Vitamina D

Você já deve saber que a vitamina D é importante para os ossos. Mas você sabia que seus baixos níveis estão relacionados à queda de cabelo? “Sua pele produz vitamina D quando você recebe luz solar, mas muitas pessoas não conseguem obter o suficiente apenas com o sol. O melhor é suplementar com orientação médica. Estudos apontam que a carência de Vitamina D pode interferir no ciclo de crescimento do folículo capilar, justamente porque ela age na fase de crescimento e manter um ciclo de cabelo saudável é vital para cabelos mais grossos, saudáveis e cheios”, explica a Dra. Patrícia. Você pode aumentar seus níveis comendo peixes gordurosos ou bebendo leite fortificado, mas o melhor a fazer é buscar orientação médica para suplementação, sendo que ingerir magnésio com vitamina D aumentará a biodisponibilidade.

Zinco

O zinco pode desempenhar um papel fundamental na produção de proteínas no cabelo. “Seu corpo não pode desempenhar esse papel, então você precisa obter zinco por meio de alimentos ou suplementos. Os sinais de baixos níveis de zinco incluem perda de cabelo, má cicatrização de feridas e paladar ou olfato fraco. Mulheres grávidas ou amamentando, por influências hormonais, podem correr o risco de estar com o teor baixo de zinco, além de pacientes com doenças intestinal e renal”, explica a Dra. Patrícia. Alimentos que são fontes de zinco incluem: ostras, feijões, nozes e sementes. “É fundamental buscar ajuda médica antes de tomar qualquer suplemento, pois o dermatologista fará uma investigação para saber a causa exata da queda capilar, indicando os tratamentos adequados”, diz a Dra. Patrícia Mafra.

Mas melhorar a alimentação não é tudo. Medicamentos tópicos como minoxidil são altamente recomendados e podem ser potencializados com outros ativos. Segundo a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocosméticos, Defenscalp, Bioex Capilar e Arct-Alg são essenciais para a saúde do couro cabeludo e a melhora da ancoragem dos fios, o que ajuda também para tratar a queda.

“Além disso, é fundamental o uso de complexos orais com Exsynutriment, que é rico em silício, um elemento importante para formação e estrutura do fio, ajudando a combater a queda capilar. O Exsynutriment é o silício estabilizado em colágeno marinho hidrolisado e fornece silício biodisponivel para o organismo associado com cisteína, cistina mais vitaminas que podem melhorar a saúde capilar; por esta razão é importante sempre consultar um dermatologista ou tricologista para ter o melhor resultado no cabelo”, explica a farmacêutica.

No caso de formulações tópicas, o Defenscalp elimina a caspa, reduz a oleosidade capilar preservando a microbiota do couro cabeludo, o que ajuda na melhora da ancoragem do fio; Bioex Capilar atua como auxiliar na prevenção da queda excessiva de fios, e na restauração do bulbo piloso; e Arct-Alg, considerado uma alternativa natural do minoxidil, age na melhora da circulação local e dos microcapilares aumentando a troca de nutrientes - e também conta com a taurina, que promove o crescimento do fio.

No mercado, também existem produtos como o RedNek MinoxWax 8%, também conhecido como Minoxidil Indiano. A loção poderosa promove a revitalização da raiz dos fios do cabelo e da barba e a normalização do ciclo do folículo capilar para prolongar a fase anágena, ou seja, o período de crescimento dos fios. Além disso, o produto também é capaz de estimular a vascularização da região em que é aplicado, o que aumenta a oxigenação local e, consequentemente, acelera o crescimento dos fios.

A ação do RedNek MinoxWax 8% deve-se principalmente à presença de D-Pantenol e Óleo de Rícino em sua formulação. Enquanto o D-Pantenol revitaliza, hidrata, confere ação anti-inflamatória e contribui para o crescimento saudável dos fios, o Óleo de Rícino aumenta o volume e a flexibilidade, sela as cutículas e estimula o crescimento dos fios, tornando-os mais fortes, brilhantes, hidratados e sedosos.

Para chegar forte no bulbo, os procedimentos em clínica também podem ajudar, como é o caso do Bulge Hair Restoration, uma plataforma completa que reúne diversas tecnologias para o crescimento capilar. “O equipamento dispõe de tecnologias como os lasers de baixa potência, que estimulam a multiplicação das células e a recuperação da saúde do bulbo e dos fios, e um sistema de radiofrequência microagulhada para indução do crescimento capilar, por meio da liberação de fatores de crescimento pelo organismo”, destaca o dermatologista Dr. Abdo Salomão, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Por fim, o equipamento ainda possui um sistema de microcorrente associado a eletroestimulação que promove a contração da musculatura do couro cabeludo, aumentando o aporte de oxigênio e melhorando a nutrição e a hidratação da região. Como resultado, os fios tornam-se mais grossos e crescem de forma acelerada”, finaliza.

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